Ciclo de Debates: Conversando com o NEAB 2º semestre de 2017

Olá a tod@s!
O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal de Uberlândia, convida toda comunidade acadêmica e externa, para o Ciclo de Debates desse mês de Novembro.
O Ciclo de Debates "Conversando com o NEAB" terá no primeiro encontro do segundo semestre de 2017 a presença da Profª Maria Luzia Alves Brito, que debaterá o tema:
"Raça e Gênero na primeira república: uma análise da crônica machadiana."
Este ciclo tem por intuito ser um espaço de formação e compartilhamento de diferentes possibilidades de pesquisas e diálogos com a temática étnico-racial.
Não percam esta e outras oportunidades que teremos de visualizarmos possibilidades de difundirmos os saberes afrodiaspóricos de forma interdisciplinar.
Esperamos a presença de tod@s!

Local: Bloco 3Q - sala 210 - Campus Santa Mônica/UFU
Data:09/11/2017
Horário: 17:40 ás 20:00
Entrada gratuita!
Inscrições no local

Haverá emissão de certificados!

RESUMO DO TEMA: Entre 1892 e 1897 Machado de Assis publicou aquela que viria a ser sua última série de crônicas. "A Semana" ocupou o espaço do editorial de domingo da consagrada Gazeta de Notícias e discutiu a consolidação do sistema republicano brasileiro em suas questões mais urgentes: modernização urbana, imigração, reorganização política, função social da mulher republicana, etc. A recente abolição da escravidão marcou todas essas discussões, pois colocava novos sujeitos sociais em questão. Debates sobre higiene e sanitarismo, contracepção e trabalho livre eram vistos como fundamentais para repensar os espaços de atuação dos negros na nova organização política brasileira. Ao mesmo tempo, as mulheres tornavam-se pauta essencial em debates políticos e científicos, ao serem consideradas responsáveis pela saúde e pela moral da nação, através do bom comportamento nos lares. Apesar disso, na imprensa, a maioria dos intelectuais envolvidos nessas discussões era composta por homens brancos. Nesse sentido, a série de Machado de Assis nos oferece a oportunidade de observar como um homem negro poderia argumentar sobre questões raciais e sexuais, utilizando um dos mais tradicionais espaços políticos da estagnada sociedade brasileira do século XIX, a imprensa.